A boa armazenagem dos grãos é ponto chave para a valorização dos preços para o produtor. Entretanto, muitas das 18 mil unidades públicas e privadas existentes no país ficam em zonas urbanas ou têm estrutura antiga. O total da capacidade no Brasil é de 140 milhões de toneladas para estocar a produção que, nos últimos, bateu recorde. A expectativa para 2012 é 157,8 milhões de toneladas. De acordo com o gerente de Cadastro e Credenciamento de Armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Ricardo Thomé, a proporção é satisfatória.
– A safra não é colhida ao mesmo tempo. Então, mesmo quando ela é colhida, o produto não fica estático dentro do armazém. Ele vai para o beneficiamento, vai para exportação. Isso não tem causado problemas sérios ao país – diz.
Entretanto, pelo menos 50% das estruturas apresentam condições precárias, segundo o doutor em engenharia mecânica da Universidade de Brasília João Batista Soares.
– Não só o produtor, mas o consumidor, nas duas pontas, pagará a conta disso. O produtor, porque deixou de ganhar, e o consumidor, que vai pagar um produto mais caro. Se o produto não está bem conservado, ele vai se deteriorar no silo – afirma.
Outro problema apontado por Soares é a localização. Apenas 15% dos armazéns estão localizados em áreas de fazendas.
– Isso para padrões de agricultura tradicionais como as do hemisfério norte, Estados Unidos, por exemplo, é bem maior. A própria Argentina armazena mais na propriedade do que nós. Então, eu acho que a questão da armazenagem, o grande foco dela, em termos de política pública, deveria ser focar a propriedade agrícola – aponta.
O produtor rural Leomar Cenci relata ter investido R$ 1,5 milhão em recursos próprios e financeiros em uma moderna estrutura de secagem, galpões e silos, que mantém dentro de sua propriedade. Ele armazena 18 mil toneladas de grãos. Graças a sensores que ficam dentro do silo, é possível captar a temperatura e a umidade do produto, garantindo mais tempo de armazenagem para a safra de grãos.
– Facilita muito ter o equipamento em casa. Você busca uma melhor qualidade e consegue oferecer um produtor melhor para o mercado, além de agilizar a colheita. Assim, você foge da época de safra e busca um preço melhor no mercado. Não junto com a demanda dos outros produtores – pontua.
O agricultor estima que o investimento deva ser recuperado em cinco anos. O custo com mão de obra, por sua vez, é permanente.
– O profissional que cuida de armazenagem, de secagem, não está sobrando no mercado. Tem que investir em uma pessoa, treinar para que ela possa fazer. Armazenagem é uma coisa muito sensível. Tem que saber o que está fazendo – explica.
Fonte: Canal Rural.
terça-feira, 3 de abril de 2012
CONTINUANDO...
O mercado de certificação de armazéns começa a movimentar-se, os auditores preparados, os organismos certificadores organizados e os armazenadores preocupados com a organização, qualidade e legalização de suas unidades buscam a certificação. Então teremos trabalho pela frente, ciente disso o Blog voltará a ativa, publicando assuntos relacionados a armazenagem.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
INSTRUÇÃO NORMATIVA 29 DE 08 DE JUNHO DE 2011
Mudanças significativas ocorreram nos requisitos técnicos obrigatórios e recomendados para a certificação de unidades armazenadoras em ambiente natural, com o tempo iremos tecer comentários sobre essas mudanças, por ora segue o link para ver a Instrução Normativa na integra.
http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.do?method=consultarLegislacaoFederal
http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.do?method=consultarLegislacaoFederal
sexta-feira, 20 de maio de 2011
ESPERA
Estamos em compasso de espera, as auditorias, as consultorias e as matérias referentes a certificação de armazéns dependem, agora, dos novos requisitos que o comite consultivo prometeu publicar ate 12 de junho.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Veja a IN 41 na íntegra:
Para ver a Instrução Normativa siga o Link:
http://www.fiscolex.com.br/doc_16809816_INSTRUCAO_NORMATIVA_N_41_14_DEZEMBRO_2010.aspx
http://www.fiscolex.com.br/doc_16809816_INSTRUCAO_NORMATIVA_N_41_14_DEZEMBRO_2010.aspx
NOVOS PRAZOS DE CERTIFICAÇÃO DE ARMAZÉNS
O Diário Oficial da União publicou hoje a Instrução Normativa n˚ 41, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, alterando o escalonamento de implantação do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras.
Esta prorrogação já havia sido anunciada pelo Ministério da Agricultura. Por enquanto a mudança só aconteceu no escalonamento do prazo de certificação que ficou mais ameno.
Os Requisitos Técnicos Obrigatórios ou Recomendados e o Regulamento de Avaliação da Conformidade, respectivamente anexos 1 e 2 da IN 3, permanecem, mas deverão ser revisados e as alterações entrarão em vigor num prazo de 180 dias a contar do dia 15/12/2010.
ESCALONAMENTO:
O percentual de exigência de certificação de 25% das unidades armazenadoras passou para 15% e a data limite, que era 31/12/2010, passou para 31/12/2012.
Por esta regra, a empresa deverá certificar 75% de suas unidades até 31/12/2016. Os restantes 25% terão um prazo adicional de 4 anos, indo portanto até 31/12/2020.
Quem tem uma unidade armazenadora deverá certificar esta unidade até 31/12/2013.
Quem tem duas unidades armazenadoras, deverá certificar uma até 31/12/2013 e a outra até 31/12/2015.
Quem tem tres unidades armazenadoras, deverá certificar a primeira até 31/12/2013, a segunda até 31/12/2015 e a última até 31/12/2017.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
REUNIÃO SOBRE CERTIFICAÇÃO DE ARMAZÉNS
A OCEPAR noticiou em seu "site" dia 10/12 uma reunião ocorrida no dia anterior, na sede da Seceretaria de Desenvolvimento Rural do MAPA entre representantes do setor cooperativista, INMETRO, Conab, Abrapós, Caramurú e o Secretário de Desenvolvimento Rural, Márcio Portocarreiro, para rediscutir a início da vigência do prazo de Certificação das Unidades Armazenadoras.
O assunto é bastante pertinente e atual visto a afirmação do Ministro da Agricultura que vai conceder mais prazo para as unidades armazenadoras se adequarem as normas.
Realmente esse prazo não tinha condições de começar a vigorar naquela data pois o número de unidades certificadas ainda é muito pequeno.
Algumas das alegações do setor são justa, como a preocupaçao do representante da Cotiguaçú, Alcemir Chiodelli, em distorções no entendimento.
A preocupação entretanto é quanto as mudanças que poderão ocorrer na Instrução Normativa sob as diversas alegações pedidas pelo setor.
A intenção, segundo a declaração do gerente de produtos da Coamo Luiz Sebastião Bronzati, é "harmonizar o entendimento" então, precisamos envolver mais setores nesta discução.
Onde estão os representantes das Certificadoras, das Universidades que preparam auditores, os auditores? Todos precisam ser ouvidos antes da publicação de mais um "enxerto" na Instrução Normativa que vai ficando cada dia mais desfigurada, prejudicando o trabalho de todos.
É importante que a norma seja bastante clara no seu conteúdo para facilitar a sua aplicação e seu entendimento, então, é preciso que aqueles que vão aplica-las também participem de sua execução.
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