domingo, 12 de agosto de 2012

RS deve cumprir meta de certificação de armazéns até o final do ano, segundo governo do Estado


O Rio Grande do Sul deverá cumprir a meta de ter suas unidades armazenadoras com pelo menos 15% de sua capacidade certificada até o dia 31 de dezembro. A estimativa é da superintendência regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta que a maioria das unidades já atinja o percentual mínimo exigido.
– É com grande satisfação que registramos a informação acerca do cumprimento do percentual de 15% exigido pelo Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras para o exercício de 2012 pelos operadores da armazenagem no Rio Grande do Sul, que detém um grande número de estruturas voltadas à atividade no país – afirma o coordenador de Serviços de Infraestrutura, Logística e Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Alberto Nunes Batista.
Na avaliação de Batista, a adesão mostra o entendimento do setor quanto às vantagens da qualificação das estruturas, que agrega valor e visibilidade aos produtos submetidos ao processo.
– À medida que o país amplia a sua participação no mercado internacional de alimentos, é de fundamental importância que os processos de guarda e conservação sejam cada vez mais aperfeiçoados, em um permanente processo de alinhamento do volume produzido à qualidade do manejo – diz.
O coordenador disse ainda que por se tratar de um empreendimento único, sem precedente em outros países, a certificação das unidades armazenadoras colocará o Brasil entre os melhores operadores da atividade no mundo, assegurando aos nossos produtos o reconhecimento do mercado interno e externo.
O Estado tem 4,8 mil armazéns e cada complexo pode ter mais de uma estrutura armazenadora. As empresas que não cumprirem a primeira etapa da certificação, até o final do ano, conforme o governo do Estado, serão impedidas de estabelecer contratos para a guarda dos estoques públicos reguladores. Anualmente, de 2012 a 2016, o escalonamento é de 15% dos armazéns cadastrados e, em 2017, os 25% restantes.
A certificação consiste no reconhecimento formal, concedido por um organismo acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), de que uma entidade tem competência técnica para realizar serviços específicos, com padrão mínimo de qualidade e atendimento aos requisitos técnicos estabelecidos no regulamento de avaliação da conformidade.
Hoje, três instituições de ensino superior estão credenciadas pelo Mapa para promover a capacitação dos Auditores do Sistema, as universidades federais de Pelotas (UFPel), a de Viçosa (UFV) e a de Mato Grosso (UFMT).
Fonte: GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

terça-feira, 3 de abril de 2012

Metade dos armazéns de grãos do país apresentam estruturas antigas, diz especialista

A boa armazenagem dos grãos é ponto chave para a valorização dos preços para o produtor. Entretanto, muitas das 18 mil unidades públicas e privadas existentes no país ficam em zonas urbanas ou têm estrutura antiga. O total da capacidade no Brasil é de 140 milhões de toneladas para estocar a produção que, nos últimos, bateu recorde. A expectativa para 2012 é 157,8 milhões de toneladas. De acordo com o gerente de Cadastro e Credenciamento de Armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Ricardo Thomé, a proporção é satisfatória.
– A safra não é colhida ao mesmo tempo. Então, mesmo quando ela é colhida, o produto não fica estático dentro do armazém. Ele vai para o beneficiamento, vai para exportação. Isso não tem causado problemas sérios ao país – diz.
Entretanto, pelo menos 50% das estruturas apresentam condições precárias, segundo o doutor em engenharia mecânica da Universidade de Brasília João Batista Soares.
– Não só o produtor, mas o consumidor, nas duas pontas, pagará a conta disso. O produtor, porque deixou de ganhar, e o consumidor, que vai pagar um produto mais caro. Se o produto não está bem conservado, ele vai se deteriorar no silo – afirma.
Outro problema apontado por Soares é a localização. Apenas 15% dos armazéns estão localizados em áreas de fazendas.
– Isso para padrões de agricultura tradicionais como as do hemisfério norte, Estados Unidos, por exemplo, é bem maior. A própria Argentina armazena mais na propriedade do que nós. Então, eu acho que a questão da armazenagem, o grande foco dela, em termos de política pública, deveria ser focar a propriedade agrícola – aponta.
O produtor rural Leomar Cenci relata ter investido R$ 1,5 milhão em recursos próprios e financeiros em uma moderna estrutura de secagem, galpões e silos, que mantém dentro de sua propriedade. Ele armazena 18 mil toneladas de grãos. Graças a sensores que ficam dentro do silo, é possível captar a temperatura e a umidade do produto, garantindo mais tempo de armazenagem para a safra de grãos.
– Facilita muito ter o equipamento em casa. Você busca uma melhor qualidade e consegue oferecer um produtor melhor para o mercado, além de agilizar a colheita. Assim, você foge da época de safra e busca um preço melhor no mercado. Não junto com a demanda dos outros produtores – pontua.
O agricultor estima que o investimento deva ser recuperado em cinco anos. O custo com mão de obra, por sua vez, é permanente.
– O profissional que cuida de armazenagem, de secagem, não está sobrando no mercado. Tem que investir em uma pessoa, treinar para que ela possa fazer. Armazenagem é uma coisa muito sensível. Tem que saber o que está fazendo – explica.

Fonte: Canal Rural.

CONTINUANDO...

O mercado de certificação de armazéns começa a movimentar-se, os auditores preparados, os organismos certificadores organizados e os armazenadores preocupados com a organização, qualidade e legalização de suas unidades buscam a certificação. Então teremos trabalho pela frente, ciente disso o Blog voltará a ativa, publicando assuntos relacionados a armazenagem.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

INSTRUÇÃO NORMATIVA 29 DE 08 DE JUNHO DE 2011

Mudanças significativas ocorreram nos requisitos técnicos obrigatórios e recomendados para a certificação de unidades armazenadoras em ambiente natural, com o tempo iremos tecer comentários sobre essas mudanças, por ora segue o link para ver a Instrução Normativa na integra.





http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.do?method=consultarLegislacaoFederal

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ESPERA

Estamos em compasso de espera, as auditorias, as consultorias e as matérias referentes a certificação de armazéns dependem, agora, dos novos requisitos que o comite consultivo prometeu publicar ate 12 de junho.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Veja a IN 41 na íntegra:

Para ver a Instrução Normativa siga o Link:

http://www.fiscolex.com.br/doc_16809816_INSTRUCAO_NORMATIVA_N_41_14_DEZEMBRO_2010.aspx

NOVOS PRAZOS DE CERTIFICAÇÃO DE ARMAZÉNS

O Diário Oficial da União publicou hoje a Instrução Normativa n˚ 41, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, alterando o escalonamento de implantação do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras.


Esta prorrogação já havia sido anunciada pelo Ministério da Agricultura. Por enquanto a mudança só aconteceu no escalonamento do prazo de certificação que ficou mais ameno.


Os Requisitos Técnicos Obrigatórios ou Recomendados e o Regulamento de Avaliação da Conformidade, respectivamente anexos 1 e 2 da IN 3, permanecem, mas deverão ser revisados e as alterações entrarão em vigor num prazo de 180 dias a contar do dia 15/12/2010.


ESCALONAMENTO:


O percentual de exigência de certificação de 25% das unidades armazenadoras passou para 15% e a data limite, que era 31/12/2010, passou para 31/12/2012.


Por esta regra, a empresa deverá certificar 75% de suas unidades até 31/12/2016. Os restantes 25% terão um prazo adicional de 4 anos, indo portanto até 31/12/2020.


Quem tem uma unidade armazenadora deverá certificar esta unidade até 31/12/2013.


Quem tem duas unidades armazenadoras, deverá certificar uma até 31/12/2013 e a outra até 31/12/2015.


Quem tem tres unidades armazenadoras, deverá certificar a primeira até 31/12/2013, a segunda até 31/12/2015 e a última até 31/12/2017.